Alcácer do Sal

Alcácer do Sal é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito de Setúbal, região (NUTS II) Alentejo e sub-região (NUTS III) do Alentejo Litoral, com cerca de 6.700 habitantes.

É sede do município de Alcácer do Sal, o segundo mais extenso município português, com 1.499,87 km² de área, mas apenas 13.046 habitantes (2011). O município está subdividido em 4 freguesias e é limitado a norte pelos municípios de Palmela, Vendas Novas e Montemor-o-Novo; a leste por Viana do Alentejo e Alvito; a sudeste por Ferreira do Alentejo; a sul e oeste por Grândola; e a noroeste, através do Estuário do Sado, por Setúbal.

Alcácer do Sal

História

Alcácer do Sal é uma das mais antigas cidades da Europa, fundada antes de 1000 a.C. pelos fenícios. Assim como as vizinhas Lisboa e Setúbal, fornecia sal, peixe salgado, cavalos para exportação e alimentos para os barcos que comerciavam estanho com a Cornualha.

Mais tarde, com a invasão visigótica, a cidade voltou a tomar importância, sendo sede episcopal. Invadida pelos árabes, recebeu o nome de Qasr Abu Danis, e foi construída uma das fortalezas mais robustas da Península Ibérica. Os viquingues tentaram saqueá-la, mas sem sucesso.

Durante o domínio árabe, foi a capital da província de Al-Kassr. D. Afonso Henriques conquistou-a em 1158. Reconquistada pelos mouros, só no reinado de D. Afonso II, com o auxílio de uma frota de cruzados, a cidade foi definitivamente conquistada, tornando-se a cabeça da Ordem de Santiago.

Alcácer do Sal foi elevada a cidade a 12 de julho de 1997.

Personalidades Ilustres

Alcácer do Sal é a localidade de nascimento de:

  • Pedro Nunes (1502), matemático e cosmógrafo, um dos maiores vultos científicos do seu tempo;
  • Simão Rodrigues (c. 1560), pintor do período maneirista;
  • António Salema (século XVI), desembargador e governador de São Tomé e Rio de Janeiro;
  • Visconde do Torrão;
  • António Caetano de Figueiredo (1810), o Visconde de Alcácer do Sal;
  • João Soares Branco (1863), oficial do Exército e político, brevemente ministro das Finanças;
  • Francisco Gentil (1878), médico-cirurgião e professor, impulsionador da criação e diretor do Instituto Português de Oncologia;
  • Ruy Coelho (1889), compositor e maestro, o principal dinamizador da ópera portuguesa no século XX;
  • Joaquim Mendes do Amaral (1889), engenheiro, professor e político, governador do Banco de Angola;
  • João Branco Núncio (1901), cavaleiro tauromáquico, responsável pela renovação da corrida à portuguesa;
  • Pedro Lynce (1943), professor e político, ministro da Ciência e do Ensino Superior.
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This article was written by:

Warley Soares

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