Anorexígeno

Anorexígenos, também conhecidos como anoréticos ou anomirineronéticos, são medicamentos com a finalidade de induzir a anorexia - aversão ao alimento e falta de apetite, ou seja, são utilizados para emagrecimento. Geralmente, são anfetaminas, metanfetaminas e similares, pertencendo à mesma classe de drogas da cocaína, crack e crystal meth. No Brasil, as drogas anorexígenas atualmente em uso incluem a dietilpropiona (anfepramona), o fenproporex, fenfluramina, fenilpropanolamina e o manzidol. Dentre eles, o fenproporex é o anorexígeno mais utilizado no Brasil (60% das prescrições).

No Brasil, em 2008, o uso desses medicamentos foi de cerca de 20 DDD/1.000 habitantes, o que os coloca entre os medicamentos mais vendidos no país. A Lei 13.454, sancionada em 23 de junho de 2017, permitiu a produção, comercialização e consumo de substâncias anorexígenas no Brasil, mediante prescrição e orientação médica, com retenção de receita do tipo B2 pela farmácia que aviar o prescrito.

Mecanismos de Atuação

As anfetaminas são estimulantes do Sistema Nervoso Central (SNC), que aumentam a vigília, reduzem o apetite e aumentam a atividade autônoma dos indivíduos. Algumas delas atuam no sistema mesolímbico, aumentando a liberação dos neurotransmissores noradrenalina e dopamina. A maior disponibilidade desses neurotransmissores nas fendas sinápticas reduz o sono e a fome, provocando um estado de agitação psicomotora. A serotonina regula o apetite e, junto com a dopamina, contribui para a sensação de prazer e a compulsão pelo uso dessas substâncias.

Anorexígeno

Indicação

O uso de medicamentos anorexígenos frequentemente não é eficaz a longo prazo, pois os pacientes podem engordar novamente após o tratamento. Casos de hipertensão pulmonar fatal e danos nas válvulas cardíacas associados a produtos farmacêuticos anorexígenos levaram à retirada de alguns produtos do mercado na Europa, como o aminorex na década de 1960 e a fenfluramina em 1990. A associação da fenilpropanolamina com acidente vascular cerebral hemorrágico levou à sua retirada do mercado nos Estados Unidos em 2000, e preocupações semelhantes com a efedrina resultaram em uma proibição do FDA para sua inclusão em suplementos dietéticos em 2004 (mais tarde anulada em 2005 durante um processo feito pela fabricante de suplementos nutracêuticos). A efedrina também foi proibida devido ao seu uso como precursor na produção de metanfetaminas.

No Brasil, os anorexígenos são usados no tratamento farmacológico da obesidade quando o paciente possui um IMC maior que 30,0 kg/m² ou quando o indivíduo apresenta doenças associadas à obesidade, com IMC superior a 25,0 kg/m², em situações nas quais o tratamento com dieta, exercício ou aumento da atividade física e modificações comportamentais foi repetidamente ineficaz.

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This article was written by:

Warley Soares

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