Antecedentes da Guerra Napoleônicas (1789–1802)

Notícias dos acontecimentos da Revolução Francesa de 1789 foram recebidas com grande alarde pelas lideranças políticas nos países pela Europa, o que só piorou quando eles souberam da prisão e execução do rei Luís XVI de França. A primeira tentativa de esmagar a recém-nascida República Francesa veio em 1793 quando o Império Austríaco, o Reino da Sardenha, o Reino de Nápoles, o Reino da Prússia, Espanha e o Reino da Grã-Bretanha formaram a chamada Primeira Coalizão. Os franceses tomaram várias medidas, incluindo conscrições em massa (levée en masse), reformas militares e uma política de guerra total, que acabaram contribuindo para a vitória e sobrevivência da República. Ainda assim, o conflito interno persistiu e se tornou uma guerra civil aberta. A Guerra da Primeira Coalizão terminou quando o jovem general Napoleão Bonaparte derrotou os austríacos na Itália e chegou às portas de Viena, impondo à Áustria o Tratado de Campoformio. Em 1797, apenas a Inglaterra continuava oficialmente em guerra contra a França.

Porém, em 1798, a Segunda Coalizão foi formada contra a França e era composta novamente pela Áustria, Reino Unido, Nápoles, o Império Otomano, os Estados Papais, Portugal, o Império Russo, a Suécia e alguns outros países. Durante a Guerra da Segunda Coalizão, a República Francesa sofria com corrupção e divisões internas sob o governo do Diretório (cinco directeurs que detinham o poder executivo total). A economia francesa estava em frangalhos e não tinha mais os serviços de Lazare Carnot, o ministro da guerra que havia supervisionado as campanhas bem-sucedidas no exterior após uma reforma nas forças armadas na década de 1790. O general Bonaparte, principal arquiteto da vitória contra a primeira coalizão, lançou uma incursão militar no Egito. Na Europa, a França sofria com derrotas e privações. O principal instigador e financiador da guerra era a Inglaterra, velha rival do país.

Bonaparte retornou do Egito em 23 de agosto de 1799 e tomou controle do governo a 9 de novembro do mesmo ano no Golpe de 18 de brumário, que derrubou o Diretório e formou o chamado Consulado, liderado por Napoleão. Sob sua liderança, o exército francês se rearmou e foi reorganizado. Uma força de reserva também foi mobilizada para futuras campanhas além do Reno e na Itália.

Em todas as frentes, os franceses, sob a liderança de Napoleão, começaram a avançar e empurraram os austríacos para longe do seu território e também afastaram a ameaça da Rússia. Na Itália, Bonaparte derrotou os austríacos novamente nas batalhas de Marengo e Hohenlinden em 1800. Derrotada, a Áustria assina o Tratado de Lunéville (9 de fevereiro de 1801). Agora isolado, o Reino Unido foi forçado a assinar o Tratado de Amiens com a França.

Antecedentes da Guerra Napoleônicas (1789–1802)
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This article was written by:

Clarissa Macedo

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