Apollo 9

Apollo 9 foi um voo espacial tripulado norte-americano responsável pela primeira operação do módulo de comando e serviço em conjunto com o módulo lunar do Programa Apollo, em preparação para primeira alunissagem tripulada. Os principais objetivos da missão eram qualificar o módulo lunar para operações orbitais e mostrar que ele e o módulo de comando e serviço poderiam se separar, voar separados, se encontrarem e acoplarem novamente, algo que precisariam realizar em missões posteriores.

Os astronautas James McDivitt, David Scott e Russell Schweickart foram lançados ao espaço em 3 de março de 1969 do Centro Espacial John F. Kennedy na Flórida por um foguete Saturno V. Os três permaneceram no espaço por dez dias a bordo do módulo de comando nomeado Gumdrop e do módulo lunar chamado de Spider. Eles testaram vários procedimentos e sistemas, incluindo funcionamento dos motores, sistemas de suporte de vida, sistemas de navegação e manobras de acoplagem.

Spider foi recuperado do estágio S-IVB logo depois do lançamento, quando o Gumdrop realizou a primeira manobra de transposição, acoplamento e extração do Programa Apollo. No decorrer da missão Scott e Schweickart realizaram atividades extraveiculares. As duas naves também se separaram e se reencontraram uma segunda vez. A Apollo 9 terminou em 13 de março e amerrissou no Oceano Atlântico, sendo considerada um sucesso e estabelecendo a base para a Apollo 10.

Apollo 9

Os astronautas James McDivitt, David Scott e Russell Schweickart foram selecionados em abril de 1966 por Donald Slayton, diretor de Operações de Tripulações de Voo, como a segunda tripulação do Programa Apollo. Sua função inicial era como a reserva da primeira tripulação, formada por Gus Grissom, Edward White e Roger Chaffee, que realizaria o primeiro teste orbital tripulado do bloco I do Módulo de Comando e Serviço Apollo,[1] designado AS-204. Atrasos no desenvolvimento do módulo fizeram a missão ser adiada para 1967. O plano foi revisado e a tripulação de McDivitt foi colocada para a segunda missão, que realizaria um encontro em órbita da Terra com um Módulo Lunar Apollo não-tripulado, lançado separadamente. A terceira missão tripulada, formada por Frank Borman, Michael Collins e William Anders, seria o primeiro lançado tripulado do foguete Saturno V.[2]

A espaçonave Apollo com o Módulo de Comando e Serviço acoplado com o Módulo Lunar

A tripulação de Grissom estava realizando em 27 de janeiro de 1967 um teste pré-lançamento para sua missão, planejada para ser lançada em 21 de fevereiro e chamada por eles de Apollo 1, quando um incêndio começou na cabine, matando os três astronautas.[3] Seguiu-se uma completa revisão de segurança do Programa Apollo.[4] Durante esse período ocorreu a Apollo 5, um teste não-tripulado e o primeiro com o Módulo Lunar.[5]

A primeira missão tripulada passou a ser a Apollo 7, planejada sob novo cronograma para outubro de 1968. Esta foi a primeira a testar o bloco II do Módulo de Comando e Serviço e não incluía um Módulo Lunar.[6] A NASA tinha adotado em 1967 uma série de missões designadas por letras que levariam até o pouso na Lua, a "missão G", com a finalização de uma sendo um pré-requisito para a seguinte.[7] A Apollo 7 seria uma "missão C" e a "missão D" era o teste tripulado do Módulo Lunar, que na época estava atrasado e ameaçando o objetivo do ex-presidente John F. Kennedy de realizar uma alunissagem tripulada até o final da década.[8][9] A tripulação de McDivitt foi anunciada oficialmente pela NASA em novembro de 1967 como a principal para a missão D, um longo teste dos dois módulos em órbita da Terra.[10]

George Low, Gerente do Programa Apollo, propôs em agosto de 1968, a fim de manter o objetivo de Kennedy no cronograma, que a Apollo 8 poderia ir para uma órbita lunar sem um Módulo Lunar caso a Apollo 7 transcorresse bem. A Apollo 8 até então era uma missão D e a Apollo 9 uma "missão E", um teste em órbita terrestre média.[7][9][11] A NASA aprovou a ideia de enviar a Apollo 8 para a Lua, o que fez da Apollo 9 uma missão D, com Slayton oferecendo a McDivitt a oportunidade de ficar na Apollo 8 e assim ir para a órbita lunar. O astronauta recusou em nome de seus companheiros de tripulação, preferindo permanecer em uma missão D, que seria agora a Apollo 9.[12][13]

A Apollo 7 foi bem sucedida e as duas tripulações foram invertidas.[14] Essa mudança também afetou quem seriam os primeiros astronautas a pisar na Lua, pois as tripulações reservas da Apollo 8 e Apollo 9 também foram invertidas junto com as principais. A regra na época era que uma tripulação reserva se tornasse a principal três missões depois, isto colocou a tripulação de Neil Armstrong na posição de realizar a primeira a alunissagem como a reserva da de Borman, no lugar da tripulação de Pete Conrad.[15]

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This article was written by:

Rogerleks Frasson

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