Autoestima: O que é e como influencia nossa vida
A autoestima é a imagem e a opinião que cada pessoa tem sobre si mesma, podendo ser positiva ou negativa. Ela é formada a partir das experiências pessoais, emoções, crenças, comportamentos e da percepção dos outros sobre nós. Essa avaliação física e mental impacta diretamente nossas atitudes diárias e o equilíbrio emocional.
Ela também é definida pelas experiências passadas, que influenciam os comportamentos presentes e determinam como agirão os futuros. Para os psicanalistas, a autoestima está intimamente ligada ao desenvolvimento do ego, como Freud mencionava em seus estudos.
Pilares da autoestima
Na psicoterapia, a autoestima é abordada por meio de quatro pilares fundamentais: a autoaceitação e a autoconfiança, que representam a dimensão intrapessoal, e a competência social e a rede social, que constituem a dimensão interpessoal.
Autoaceitação
A autoaceitação envolve ter uma postura positiva em relação a si mesmo, estar satisfeito com quem você é e com o seu corpo. É sentir-se "em casa" consigo mesmo.
Autoconfiança
A autoconfiança se refere à crença nas próprias capacidades e ao desempenho diante das adversidades. É saber como alcançar e superar obstáculos com convicção.
Habilidade social
A habilidade social é a capacidade de interagir com os outros de forma equilibrada, sabendo lidar com relações fáceis ou mais complexas. Envolve empatia, comunicação eficaz e regulação das emoções nas interações.
Comportamentos de quem tem autoestima elevada
Pessoas com autoestima elevada geralmente apresentam as seguintes características:
- Facilidade para mudar: Evitam ambientes ou relações negativas.
- Confiança em si: Não se deixam influenciar negativamente pelos julgamentos dos outros.
- Lidam bem com seus pontos fracos: Consideram as fraquezas como oportunidades de superação.
- Cuidam de si: Buscam hábitos saudáveis e cuidam do corpo.
- Tomam atitudes: A autoestima os impulsiona a agir e decidir o melhor caminho.
- Segurança: Não precisam reafirmar suas qualidades para os outros.
- Nem arrogância, nem modéstia: Encontram equilíbrio entre se valorizar e não se subestimar.
- Lidam bem com a solidão: Aceitam afastamentos sem sofrimento excessivo.
- Sabem dizer não: Defendem suas necessidades sem culpa.
Comportamentos associados à baixa autoestima
A baixa autoestima pode resultar em comportamentos prejudiciais ao desenvolvimento pessoal e profissional. Pessoas com baixa autoestima podem:
- Ter dificuldades em dizer não.
- Desenvolver compulsão alimentar.
- Sentir-se inferiores ou incapazes.
- Necessitar de elogios e reconhecimento constantes.
- Não saber lidar com críticas.
- Comparar-se constantemente com os outros.
- Procrastinar frequentemente.
- Ser perfeccionistas e não reconhecer suas vitórias.
Psicólogos como Hilde Bruch, Selvini Palazzoli e Minuchin destacam que transtornos como anorexia, bulimia e obesidade podem estar relacionados à baixa autoestima. O tratamento com psicoterapia é essencial para ajudar a superar essas dificuldades, desenvolvendo ferramentas para fortalecer a autoconfiança e a autoaceitação.
Conclusão
Entender e cuidar da nossa autoestima é fundamental para o bem-estar emocional e físico. Trabalhar no autoconhecimento e no amor próprio pode transformar nossas vidas para melhor, promovendo relações mais saudáveis e um maior equilíbrio interno.
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