Colonização de suzano
Em 1500-1531, na Ilha do Abrigo, junto ao Porto de Cananéia, ocorre o desembarque de Martim Afonso de Sousa acompanhado dos primeiros colonizadores, incluindo os irmãos Cubas (Antônio, Gonçalo, Catarina e Brás Cubas), filhos de João Pires Cubas e Isabel Nunes.
Capitanias Hereditárias
Em 1534, a Coroa Portuguesa cria as capitanias hereditárias no Brasil para incrementar o povoamento e a defesa do território, e a Capitania de São Vicente, cujo primeiro donatário foi Martim Afonso de Sousa, é uma delas.
Concessões de Terras
No dia 25 de setembro de 1536, Brás Cubas recebe a concessão de uma sesmaria no planalto da Capitania de São Vicente. Em 1600-1609, um certo "Rodrigues" recebe a sesmaria na região em um documento com esta data.
Estrada Real do Guaió
Em 1663, aparece a citação da "Estrada Real do Guaió" em um documento de delimitação de uma vila, depois conhecida por Mogi das Cruzes, que interligava esse povoado ao litoral e à cidade de São Paulo. Essa estrada provavelmente passava ao sul da atual sede do município de Suzano, entre os rios Guaió e Taiaçupeba, levando à formação de uma paragem conhecida como Taiaçupeba.
Fundação de Capela
Entre 1700 e 1720, o padre Antônio de Sousa e Oliveira funda uma capela em Taiaçupeba, dedicada à Nossa Senhora da Piedade, preocupado com o apoio religioso da comunidade.
Desenvolvimentos e Nomeações
Em 1723, é concedida uma sesmaria a Santos Martins, seguida por outra a Manuel da Costa Lima em 1726. Em 1750, Bruno Novais é nomeado capitão da capela de Taiaçupeba, e em 1779, a liderança de Antônio Francisco Baruel se torna expressiva na comunidade, que passa a ser conhecida pelo seu nome.
Estrada de Rio Grande
Em 1800-1862, uma lei provincial determina a construção de uma estrada para cavalos que ligaria a freguesia de Escada, na margem do Paraíba, à senzala no Caminho do Mar, chamada de Estrada de Rio Grande.
Mina de Ouro
Em 1863, a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes informa ao governo provincial sobre uma mina de ouro abandonada na fazenda do Baruel, distante cerca de 18 quilômetros da cidade. Parte dessa propriedade foi anexada à freguesia de São Bernardo em 1867, formando o bairro de Ouro Fino, atual município de Ribeirão Pires.
Desenvolvimentos na Ferrovia
Em 1873, os Campos de Maria Ambawa foram cortados pela Estrada de Ferro do Norte, iniciando um intenso período de atividades relacionadas à produção de dormentes e lenha. Em 1875, é inaugurado o trem entre São Paulo e Mogi das Cruzes, com um ponto de embarque conhecido como "Piedade".
Estabelecimento de Residentes
Em 1879, o português Antônio Marques Figueira se estabelece junto à estação na região conhecida como Campos de Maria Ambawa. Em 1885, ele conclui a construção da primeira casa, fixando residência.
Posto Telegráfico e Expansão
Em 1894, um prédio é construído com a área de 58,91 m², e um posto telegráfico "Guayó" é inaugurado junto à estação ferroviária. A partir deste ano, a estação passa a ser conhecida como "Guayó". Em 1896, inicia-se o alargamento da bitola ferroviária, que será inaugurada em 1908.
Primeira Missa e Mudanças de Nome
Em 1897, é celebrada a primeira missa na igreja de São Sebastião do Guaió. Em 1900, a vila já era conhecida por "Guaió", em referência ao rio e ao posto telegráfico. Em 1907, a gare da estação de embarque é renomeada para Suzano, em homenagem a Joaquim Augusto Suzano Brandão.
Nome e Fundação de Instituições
Em 1908, a localidade adota oficialmente o nome de Suzano. Em 1909, missionários americanos fundam o orfanato "Blossom Home". Em 1913, começam a circular subúrbios de Mogi das Cruzes a São Paulo, e em 1917, os Cooper iniciam a Igreja Evangélica de Suzano.
Elevação a Distrito e Desenvolvimento Religioso
Em 1919, a localidade é elevada a distrito pela lei estadual nº 1705. Em 1926, é fundada a primeira Igreja Batista de Suzano. Em 1933, Suzano figura no município de Mogi das Cruzes e, em 1936, se torna distrito judiciário.
Construções e Utilidade Pública
Em 1937, uma área é declarada de utilidade pública para implantação de uma praça, e o Centro de Instrução de Judô, conhecido como Academia Terazaki, é iniciado, sendo inaugurado em 1952 como a primeira associação de judô na América Latina.
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