Espécie Introduzida

Uma espécie introduzida, ou exótica, é uma espécie de organismo que vive fora de sua área de distribuição nativa e que foi inserida acidental ou intencionalmente em um novo meio, podendo ou não ser prejudicial para o ecossistema onde se estabelece. Algumas espécies danificam o ecossistema em que são introduzidas, enquanto outras podem afetar negativamente a agricultura e outros recursos naturais aproveitados pelo homem, ou até prejudicar a saúde de animais e humanos. Uma espécie introduzida que causa mudanças significativas na composição, estrutura e processos do ecossistema, ameaçando a biodiversidade nativa, é chamada de espécie invasora.

Em algumas ocasiões, as introduções intencionais são ilegais, realizadas apenas por interesse privado, mas também podem ocorrer de maneira legítima, visando beneficiar a população. Em certas situações, a introdução de espécies em um ecossistema pode ser imperceptível para a população local, fazendo com que a espécie introduzida passe a ser vista como nativa.

No mundo atual, a introdução dessas espécies tem sido muito facilitada e vem provocando a homogeneização das espécies em todo o planeta, o que contribui para a perda da biodiversidade global e é motivo de grande preocupação.

Exemplos

Casos Acidentais

Mexilhão-Dourado

O mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), natural do Sueste Asiático, foi levado para o Brasil através do deslastramento de navios mercantes e hoje está presente na bacia do Rio Paraná. Sua proliferação tem causado grandes problemas para as usinas hidrelétricas, onde o acúmulo de mexilhões pode afundar equipamentos flutuantes, comprometer o funcionamento de equipamentos submersos e obstruir tubulações.

Cobra-Arbórea-Marrom

A cobra-arbórea-marrom (Boiga irregularis), originária da Austrália, foi inserida acidentalmente em uma ilha do Oceano Pacífico. Este é um exemplo de espécie introduzida que causou grandes desastres, como a redução das populações de aves florestais e a extinção de espécies endêmicas.

Casos Intencionais Ilegais

Caramujo Gigante

O caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), originário do leste e nordeste da África, foi trazido para o Brasil na década de 1980 para ser comercializado como alternativa econômica ao escargô. Como não foi bem aceito pela população, muitos criadores se livraram desses animais soltando-os no meio ambiente. Eles se adaptaram facilmente em várias regiões e atualmente causam grandes prejuízos ao meio ambiente e à agricultura.

Espécie Introduzida
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This article was written by:

José Macedo

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