Estrelas: Grandes Esferas do Universo

As estrelas são grandes esferas formadas por plasma aquecido a milhares de graus. Seu formato deve-se à sua gravidade, que aponta em direção ao núcleo da estrela. As estrelas emitem luz, calor e outros tipos de radiação em razão dos processos de fusão nuclear que ocorrem em seu interior, liberando grandes quantidades de energia.

Como as Estrelas São Criadas?

As estrelas formam-se pela condensação de gases que se aglutinam pela atração gravitacional. As grandes nebulosas, por exemplo, são “berçários” de estrelas, uma vez que, em seu interior, grandes nuvens moleculares dão origem a novas estrelas. Quando os gases responsáveis pela formação estelar aproximam-se, a velocidade deles aumenta, impulsionada pela gravidade local, assim como sua densidade e temperatura.

Durante um período, que pode levar até 10 milhões de anos, essas protoestrelas (estrelas em estágio inicial de formação) são compactadas por suas próprias gravidades até que a pressão e temperatura em seu núcleo sejam suficientes para que os átomos de hidrogênio se fundam, produzindo núcleos de hélio.

As estrelas que extraem sua energia da fusão dos átomos de hidrogênio são chamadas de estrelas de sequência principal. Esse tipo de estrela corresponde a cerca de 90% de todas as estrelas do Universo. A partir do momento em que as estrelas tornam-se capazes de realizar fusões termonucleares, seu combustível é consumido, até que a estrela evolua para seu estágio final de vida.

Possibilidades Futuras

As possibilidades de evolução estelar são muitas. De acordo com a massa da estrela e seu raio, é possível estimar como será seu futuro. Essas grandezas estelares, como a massa e o raio das estrelas, são comumente medidas em função da massa solar (M☉) e do raio solar (R☉).

A maior parte das estrelas, cuja massa varia de 0,5M☉ (metade da massa do Sol) até 2,5M☉, são compostas principalmente de hélio e hidrogênio, os elementos mais abundantes do Universo. Isso acontece porque essas estrelas não têm gravidade nem temperaturas suficientemente altas para fundir elementos mais pesados.

Quando as estrelas são muito massivas, entre 5M☉ e 10M☉, como as supergigantes, em seu interior são formados elementos mais pesados que o hélio. O estágio final de vida dessas estrelas é uma supernova, uma grande explosão que lança toda a sua matéria e energia pelo espaço, dando origem a outras estrelas e planetas.

Vida e Morte das Estrelas

O tempo de “vida” das estrelas depende da sua massa; a rapidez com a qual elas consomem seu combustível é o que determina quanto tempo a estrela mantém seu brilho. O Sol, por exemplo, consome menos de 0,01% de sua massa anualmente, aumentando sua temperatura e luminosidade. Estima-se que desde o momento em que o Sol se tornou uma estrela de sequência principal, 4,6 bilhões de anos atrás, seu brilho tenha aumentado mais de 40%.

O Sol é uma estrela de sequência principal. As estrelas de sequência principal, chamadas de estrelas anãs, são a absoluta maioria das estrelas no Universo. O nosso Sol, por exemplo, trata-se de uma anã amarela, uma estrela de sequência principal de “baixa temperatura” quando comparada às estrelas mais quentes, como as anãs azuis.

Estágios Evolutivos das Estrelas

Confira alguns dos estágios evolutivos de estrelas de acordo com a sua massa:

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This article was written by:

Kelly Fontoura

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