Falantes de línguas da família Caribe

Aparai, Galibi do Oiapoque, Katxuyana, Tiriyó, Wayana Esses povos de línguas Caribe apresentam uma realidade multilingüística, pois vivem em ambos os lados da região em que o Brasil faz fronteira com o Suriname e com a Guiana Francesa. Assim, conforme suas experiências de contato entre si e com os demais habitantes dos países em que circulam, falam, além de suas línguas de origem, as línguas dos grupos com quem mantêm relações mais estreitas e, ainda, as línguas de um ou mais dos países fronteiriços da região. A língua aparai, pertencente ao grupo de mesmo nome, cuja população não ultrapassa 200 pessoas, tornou-se uma língua franca no rio Paru de Leste, onde vivem juntamente com os Wayana e os Tiriyó, e também com algumas famílias Katxuyana e Wajãpi. Já no rio Paru de Oeste, de população predominantemente Tiriyó e Katxuyana, o tiriyó tornou-se a língua franca na região, apesar dos Katxuyana continuarem falando entre si, em seu próprio idioma. Entre os Aparai, Wayana e Tiriyó, o domínio do português é muito pequeno. Já os Katxuyana, que provêm da região do rio Trombetas, com sua experiência de contato acumulada ao longo dos anos 50 com castanheiros e regionais, dominam melhor a língua portuguesa. Os Galibi do Oiapoque possuem como língua de origem o kaliña, mas, no Brasil, apenas os mais velhos do grupo falam em seu idioma. Em seus contatos com os demais povos indígenas da região do Uaçá, costumam utilizar o patuá, e com os não-índios, o português, ou o francês, se for o caso. Os mais velhos também conhecem razoavelmente o patuá holandês.
Falantes de línguas da família Caribe
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José Maurílio Soares Soares

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