Formação da aurora boreal
A aurora boreal é um fenômeno natural de cunho óptico proporcionado pela interação dos elétrons dos ventos solares com os gases presentes em nossa atmosfera. Esse fenômeno ocorre no extremo norte da Terra e, juntamente com a aurora austral (que acontece no hemisfério sul), forma os dois tipos de auroras polares existentes no planeta.
A ocorrência da aurora boreal está diretamente associada aos ventos solares e ao campo magnético da Terra. Ela acontece sempre que uma grande quantidade de elétrons provenientes dos ventos solares interage com elementos da atmosfera terrestre em alta velocidade. Tal interação provoca um forte choque entre as moléculas, resultando na produção de um fóton luminoso, cuja cor depende do comprimento de onda gerado pelas partículas envolvidas nesse processo.
As auroras polares ocorrem apenas nas áreas de elevada latitude devido à força do campo magnético da Terra. Os ventos solares, carregados de elétrons, movem-se a cerca de 1,6 milhões de km/h e, ao atingirem nosso planeta, são guiados pela força magnética gerada pelo núcleo terrestre, seguindo para as áreas polares. Nesse momento, parte do vento solar é captada pela ionosfera – a camada superior da atmosfera – e é conduzida e acelerada em um “túnel magnético” que se forma, resultando nas luzes quando há interação entre o vento solar eletricamente carregado e os gases atmosféricos.
Cores da Aurora Boreal
As auroras boreais apresentam diversas cores, dependendo do tipo de gás ou molécula que participa da interação com os elétrons provenientes dos ventos solares. O oxigênio, dependendo da altitude em que o fenômeno ocorre, pode gerar auroras verdes ou vermelhas; já o nitrogênio pode gerar auroras azuis, púrpuras ou violetas, também dependendo da altitude.
O fenômeno da aurora boreal costuma ser um grande atrativo turístico, atraindo milhares de pessoas todos os anos. O local do mundo onde sua ocorrência é mais frequente é a cidade de Lapônia, na Finlândia, que recebe uma grande quantidade de turistas nos meses de setembro e outubro, e também em fevereiro e março, períodos em que é mais provável a manifestação desse espetáculo natural.
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