Furacão Ada

O furacão Ada foi um pequeno mas intenso furacão que afetou severamente a região de Whitsunday, em Queensland, na Austrália, em janeiro de 1970. Foi descrito como um evento decisivo na história das ilhas do arquipélago Whitsunday e foi o ciclone mais prejudicial na cidade de Proserpine na época. No início de janeiro, formando-se no extremo leste do mar de Coral, a agitação do tempo que se tornaria o Ada permaneceu fraca e irregular por quase duas semanas, enquanto se movia lentamente no sentido horário. Indo de forma rápida ao sudoeste, foi chamado de Ada em 15 de janeiro. Todas as observações do furacão nascente foram feitas remotamente com imagens de satélites meteorológicos até passarem por uma estação meteorológica automatizada em 16 de janeiro. O ciclone extremamente compacto, com uma intensidade de apenas 55 km (35 mi), transformou-se em um severo ciclone tropical da categoria 3 da escala da Bureau of Meteorology, pouco antes de alcançar às ilhas Whitsundays às 14h00 UTC, em 17 de janeiro. Às 18h30 UTC, o olho do Ada atravessou a costa no porto de Shute. O furacão fez pouco progresso no interior do país antes de parar o noroeste de Mackay e dissipar-se em 19 de janeiro.

O furacão devastou várias ilhas próprias para centro de férias, em alguns casos destruindo praticamente todas as instalações e cabines turísticas. O maior resorte, localizado na ilha Daydream, foi dizimado, com destruições semelhantes nas ilhas South Molle, Hayman e Long; ao passo que a maioria dos barcos ancorados nessas ilhas foram destruídos, centenas de turistas ficaram presos e exigiram resgate de emergência. Com base na gravidade do dano, as rajadas de vento foram estimadas em 220 km/h (140 mph). Quando Ada chegou ao continente, muitas casas foram danificada ou destruída em comunidades perto do ponto de landfall, incluindo Cannonvale, Airlie Beach e Shute Harbour. A precipitação extrema totalizou 1,25 m e causou inundações maciças de rios nas vias costeiras entre Bowen e Mackay. As enchentes varreram estradas e deixaram alguns locais isolados por dias. No mar, as sete pessoas que estavam desaparecidas foram presumidas mortas depois que o barco arrastão em que estavam presente encontrou o ciclone. Ada matou um total de 14 pessoas, incluindo 11 no mar, e causou danos de 12 milhões de dólares australiano. O furacão revelou insuficiências no sistema de alerta e serviu como um impulso para programas de conscientização de ciclones aprimorados que foram creditados com a salvação de vidas em furacões posteriores.

Furacão Ada

O furacão Ada foi observado pela primeira vez através de imagens de satélites meteorológicos como uma área irregular por causa do tempo agitado no mar de Coral em 5 de janeiro. Nos estágios iniciais, o fenômeno estava longe dos navios e foi detectado inicialmente apenas pelas estações meteorológicas.[1] Análises posteriores concluíram que a baixa tropical originou-se em 3 de janeiro, a oeste de Vanuatu.[2] Por cerca de dez dias entre 5 e 15 de janeiro, as observações da baixa permaneceram escassas, mas imagens de satélite revelaram que ela lentamente completou um ciclo ciclônico próximo das ilhas Salomão antes de voltar ainda fraco para o sudoeste. Em 15 de janeiro, a Bureau of Meteorology (BoM), do Centro Meteorológico Regional Especializado em Brisbane, definiu Ada como um temporal e emitiu o primeiro alerta para evacuação.[1] Ada atingiu o status de furacão na escala de ciclones tropicais australiana no dia seguinte, sendo seu epicentro próximo as coordenadas 19° S 153.3° O.[2] O furacão continuou dirigindo-se do oeste a sudoeste em direção a Queensland, e às 14h00 UTC, passou por uma estação meteorológica automatizada em Marion Reef, a cerca de 480 km (300 mi) a leste de Bowen. A estação registrou ventos permanentes de até 93 km/h (58 mph).[3][4]

Com a primeira confirmação da crescente força da tempestade, a BoM emitiu um alerta inicial ao público às 19h00 UTC. O olho do furacão chegou ao alcance do radar meteorológico em Mackay às 06h00 UTC do dia 17 de janeiro. Durante as horas seguintes, o radar revelou que o elemento estava se movendo mais devagar e mais erraticamente do que o esperado, ocasionalmente indo em direção ao leste.[1] Ada foi um furacão excepcionalmente compacto, com um raio de 55 km (35 milhas) de rajadas de ventos, em comparação ao raio de 150 km (100 mi) geralmente considerado "pequeno" para furacões.[5] Entre as 11h00 e as 17h00 UTC do dia 17, o olho do ciclone diminuiu de 28 km (17 mi) para apenas 18 km (11 mi), dados do radar.[4] Como resultado de seu tamanho pequeno, o impacto foi muito mais repentino do que o normal, com pouca chuva e pressões atmosféricas constantes nas horas anteriores ao landfall. Às 12h00 UTC do mesmo dia, Ada atingiu sua intensidade máxima, com ventos máximos sustentados de 10 minutos de duração a 150 km/h (90 mph). Sua classificação foi "severo ciclone tropical da categoria 3".[2]

Começando por volta das 14h00 UTC, o olho de Ada atravessou as ilhas Whitsunday,[1] e à medida em percorria, a pressão caiu para 976 Pa (28,82 inHg) na ilha de Hayman — pouco menos de 30 km (20 mi) a nordeste do porto de Shute no continente — e embora o pico dos ventos não fossem medidos, as rajadas em Hayman foram estimadas em mais de 160 km/h (100 mph); estimações similares foram feitas por um navio durante sua passagem na área.[1] A ilha Dent registrou uma pressão de 965 Pa (28,50 inHg), já que o olho chegou mais próximo de lá às 17h30 UTC.[4] Às 18h30, o fenômeno atingiu o porto de Shute na costa de Whitsunday enquanto ainda estava em intensidade máxima,[1] já na Airlie Beach, cerca de 5 km (3 mi) do local, a pressão do ar caiu para 962 Pa (28,41 inHg), sugerindo que a pressão da tempestade foi ligeiramente menor que o relatado pela Dent.[4] Ao deslocar-se para o mar, o furação desacelerou e foi em direção ao sul, e depois de atingir um ponto a cerca de 60 km (40 milhas) a noroeste de Mackay em 18 de janeiro, tornou-se quase estacionário. Ao mesmo tempo, a estrutura do ciclone começou a deteriorar-se, com vários olhos aparecendo em imagens de radar. Pouco depois das 06h00 de 19 de janeiro, a BoM emitiu seu alerta final, e pouco depois o furação dissipou-se.[1]

Preparações

Quando Ada chegou na região Norte de Queensland, a BoM emitiu alertas de furacão a cada três horas, com boletins mais frequentes, ocasionalmente, lançados conforme necessário. Os avisos de inundações foram emitidos para bacias hidrográficas mais suscetíveis como os rios Pioneer e Connors. Avaliações posteriores revelou que as transmissões locais de alertas às vezes foram atrasadas por várias horas ou não foram feitas, e a conscientização pública geralmente era inadequada. Em uma tentativa equivocada de controlar o pânico, uma estação de rádio anexou o aviso da BoM com uma mensagem não aprovada de que não havia motivo para desespero, por causa do pequeno tamanho do furacão. Devido à natureza incomum do elemento, incluindo sua demorada chegada em algumas áreas, muitos residentes criticaram ou desconsideraram as previsões. Além disso, muitos turistas na região não estavam familiarizados com os perigos dos ciclones tropicais.[1] Pesquisas públicas serviram de base para a criação sistemas de alerta atualizados e geração de mais campanhas educacionais para furacão; essas iniciativas foram creditadas com a salvação de vidas e propriedades em tempestades posteriores, como o furacão Althea, em dezembro de 1971.[6]

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This article was written by:

Rogerleks Frasson

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