Galáxia de Andrômeda
A galáxia de Andrômeda (Messier 31, NGC 224) é uma galáxia localizada a cerca de 2,54 milhões de anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação de Andrômeda. É a galáxia espiral mais próxima da Via Láctea e seu nome é derivado da constelação onde está situada, que, por sua vez, tem seu nome derivado da princesa mitológica Andrômeda. É a mais larga galáxia do Grupo Local, que também contém nossa galáxia, a Via Láctea, a galáxia do Triângulo e aproximadamente 30 outras menores.
O levantamento feito pelo Telescópio Espacial Spitzer em 2006 determinou que sua massa é de aproximadamente ~0,8-1,5 × 1012 massas solares, enquanto a Via Láctea tem uma massa estimada em 8,5 × 1011 massas solares. Sua população estelar atinge aproximadamente 1 trilhão de estrelas e a Via Láctea conta com algo entre 200 a 400 bilhões de estrelas. O recente trabalho de Prajwal R. Kafle, Sanjib Sharma, Geraint F. Lewis, Aaron S. G. Robotham, Simon P. Driver no estudo The Need for Speed: Escape velocity and dynamical mass measurements of the Andromeda galaxy indica que a massa de Andrômeda possa ser um pouco menor que a da Via Láctea. Neste estudo, chega-se aos seguintes valores: Via Láctea: ~1 × 1012 MSol e M31: ~0,8 ± 0,1 × 1012 MSol.
Com uma magnitude aparente de 3,4, é um dos objetos astronômicos mais brilhantes do catálogo de objetos do céu profundo do astrônomo francês Charles Messier, visível a olho nu na ausência da Lua. Possui entre 180 e 220 mil anos-luz de diâmetro e uma magnitude absoluta de -21,4.
Descoberta e Visualização
Visível no céu noturno sob razoáveis condições de observação, a galáxia era conhecida como a "Pequena Nuvem" para o astrônomo persa Abd-al-Rahman Al-Sufi, que a descreveu em seu livro Livro de Estrelas Fixas. Deve ter sido observada e conhecida pelos astrônomos persas em Isfahan, mesmo antes do ano de 905. Segundo Richard Hinckley Allen, em seu livro Nomes de estrelas: seu saber e significado, a galáxia de Andrômeda já havia sido registrada em uma carta estelar holandesa de 1500. O astrônomo francês Charles Messier, que a catalogou em 3 de agosto de 1764 como sua 31ª entrada (Messier 31), atribuiu erroneamente a descoberta da galáxia a Simon Marius, que foi o primeiro a visualizar o objeto por meio de um telescópio em 1612. Giovanni Battista Hodierna, sem conhecer os trabalhos de Al Sufi e Marius, redescobriu independentemente a galáxia antes de 1654. Edmond Halley, no seu Tratado sobre Nebulosas, em 1716, credita a descoberta da galáxia ao francês Ismaël Bullialdus, que havia observado-a em 1661. Contudo, o próprio Bullialdus havia declarado que o objeto havia sido visto pelo menos 150 anos antes, por volta de 1500.
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