Graviola

Estudos mostram que as propriedades da fruta podem ser benéficas aos pacientes com câncer

A graviola (Annona muricata) é uma planta originária das Antilhas onde se encontra em estado silvestre.

Nos Andes do Peru, a folha é tradicionalmente usada como chá no tratamento de catarro excessivo. As sementes tem ação anti parasitaria, as raízes e as folhas eram utilizadas para diabetes; no Brasil, tornou-se subespontânea na Amazonia Prefere climas úmidos e baixa altitude.

Popularmente é conhecida como: araticum de comer, araticum do grande, araticum manso, araticum, jaca, jaca de pobre, coração, coração de rainha, jaca do Pará, jaqueira mole. Em Minas Gerais é também conhecida como pinha. No Maranhão é chamada jacama e fruta-pão. Em Angola é conhecida por sape-sape. Em Moçambique é conhecida como anona.

A graviola é amplamente promovida como tratamento alternativo contra o cancer mas não há evidencias médicas de que seja eficaz no tratamento de câncer ou de qualquer outra doença

Não é de hoje que determinados alimentos são vistos como mocinhos ou vilões na luta contra o câncer. E a graviola é um deles. Alguns dizem que ela pode ser muito prejudicial aos pacientes em tratamento. Entretanto, Entretanto, outros, discordam dessa constatação.

Para tirar as dúvidas de uma vez por todas, convidamos a nutricionista Juliana Nabarrete, do Comitê de Nutrição da Abrale, para falar sobre esta fruta proveniente das regiões norte e nordeste do país.

 A graviola é uma fruta de sabor agridoce e aroma único. É rica em magnésio, cálcio, potássio, fibras, vitaminas do complexo B, vitamina C, manganês, zinco, ferro, fósforo, sódio, cobre, entre outros.

Recomendamos o consumo de frutas na sua forma in natura, sem casca e sem sementes. Desse modo, é preciso acertar na escolha da fruta, optando sempre pelas unidades que estiverem mais macias e evitando aquelas com a casca preta ou rachada. A graviola pode ser utilizada em preparo de sucos, doces e sorvetes. Suas folhas possuem as mesmas fontes nutricionais que a polpa. Você pode utilizá-las para preparar um chá, ajudando no tratamento e prevenção de artrite, problemas no aparelho digestivo, hipertensão, entre outros. Porém, a sua ingestão é contraindicada às grávidas devido aos efeitos na pressão arterial. Enquanto a capsula, que contém o extrato de graviola, é mais comum em regiões onde a fruta não é facilmente encontrada, e as pessoas podem aproveitar os seus benefícios por meio da suplementação. Mas, deve-se somente consumir com recomendação de uma nutricionista ou médico.

O seu consumo é recomendado em casos de prisão de ventre, diabetes e obesidade. Aliás, pode ter ação anti-microbiana e fúngicas e de regulação da pressão arterial. O seu nome científico é Annona muricata L e o extrato de suas folhas é muito estudado no tratamento do câncer. Desde 1970, estudos americanos e coreanos realizados in vitro demonstraram que um conjunto de ativos fitoquímicos chamado Acetogenina, presente na folha da graviola, “matam” células malignas de 12 tipos diferentes de câncer, incluindo câncer de mama, ovário, cólon, próstata, fígado, pulmão, pâncreas e linfoma. Quando comparada a ação da adriamicina, a toxicidade às células saudáveis do organismo é bem abaixo, o que resulta em poucos efeitos colaterais. O órgão americano de regulamentação de alimentos e medicamentos – Food and Drug Administration – FDA, aprova somente a utilização da graviola como um coadjuvante no tratamento na melhora da função imunológica.

Algumas pessoas acabam extrapolando no consumo do chá durante o tratamento e certas substâncias podem ser tóxicas para rins e fígado, e podem comprometer a absorção e a eficácia dos quimioterápicos.

Como outros diversos alimentos, a graviola deve fazer parte de uma alimentação equilibrada. Seja ela in natura, como parte de uma receita ou em forma de suco para o paciente oncológico. Sua utilização como medicamento natural ainda tem que ser estudada com maior abrangência na população.

Receitas

SUCO DE GRAVIOLA COM LIMÃO

Ingredientes

  • 1 graviola (média)
  • 1 litro de água
  • Raspas de 1 limão

Modo de fazer:

Retire a polpa da graviola, sem as sementes, e  bata no liquidificador. Peneire  muito bem, volte o suco para o liquidificador, adicione as raspas de limão e bata novamente por alguns segundos. Adoce a gosto e acrescente gelo.

 

 

Graviola
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thereza cristina

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