Novo Testamento

O Novo Testamento (do grego: Διαθήκη Καινὴ, Kaine Diatheke) é atualmente uma coleção de livros que compõe a segunda parte da Bíblia cristã, definida pela Igreja Católica no Concílio de Hipona em 393 d.C. A primeira parte é chamada de Antigo Testamento. O Novo Testamento apresenta os ensinamentos e a pessoa de Jesus, bem como os eventos originários do cristianismo do primeiro século. Os cristãos consideram o Antigo e o Novo Testamento como uma mesma escritura sagrada.

O Novo Testamento é uma coleção de textos cristãos originalmente escritos em grego koiné. Em quase todas as tradições cristãs atuais, o Novo Testamento consiste em 27 livros. A expressão Novo Testamento ou Nova Aliança é usada pelos cristãos para indicar a nova aliança estabelecida por Deus com os homens através de Jesus Cristo. Os textos têm como pano de fundo histórico um ambiente semítico.

Os livros do Novo Testamento serviram como fonte para a teologia cristã. Essa coleção de 27 livros influenciou não apenas a religião, a política e a filosofia, mas também deixou sua marca permanente na literatura, na arte e na música.

Novo Testamento

Livros do Novo Testamento

Fazem parte dessa coleção de textos as 13 cartas do Apóstolo Paulo (a maior parte da obra), os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João (narrativas da vida, ensino, morte e ressurreição de Jesus Cristo, conhecidos como os Quatro Evangelhos), Atos dos Apóstolos (narrativa do ministério dos Apóstolos e da história da Igreja primitiva), a Epístola aos Hebreus, além das epístolas 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João, Judas (não o traidor) e, por fim, o Apocalipse do apóstolo João.

Nem todos esses livros foram aceitos imediatamente pelos primeiros cristãos. Algumas dessas cartas foram contestadas na Antiguidade (antilegomena), como o Apocalipse de João e algumas Epístolas Menores (2 Pedro, Judas, Tiago, 2 e 3 João). Entretanto, gradualmente, eles se juntaram à coleção já existente que era aceita pelos cristãos, formando o cânone do Novo Testamento. Outros livros, como o Pastor de Hermas, a Epístola de Policarpo, as de Inácio e as de Clemente (1 e 2 Clemente), circularam na coleção antiga de livros que era aceita por algumas comunidades cristãs, mas foram excluídos do Novo Testamento pela Igreja primitiva.

Curiosamente, apesar do Cânone do Antigo Testamento não ser aceito uniformemente dentro do cristianismo (católicos, protestantes, ortodoxos gregos, eslavos e armênios divergentes quanto aos livros incluídos no Antigo Testamento), os 27 que formam o Cânon do Novo Testamento foram aceitos quase que universalmente dentro do cristianismo, pelo menos desde o século III. As exceções são o Novo Testamento da Igreja Ortodoxa da Etiópia, por exemplo, que considera autêntico o Pastor de Hermas (século II) e a Peshitta, Bíblia da Igreja Ortodoxa Síria, utilizada por muitas Igrejas da Síria, que não inclui o Apocalipse de João na lista de livros inspirados.

Livros do Novo Testamento

Os 27 livros do Novo Testamento foram escritos em diversos lugares e por autores diferentes que classificaram seus escritos como inspirados, ao lado dos escritos do Antigo Testamento. Entretanto, diferente do Antigo Testamento, o Novo foi produzido em um curto espaço de tempo, durante menos de um século. Esses livros eram respeitados, colecionados e circulavam na igreja primitiva como Escrituras Sagradas. O fato de esses livros terem sido lidos, citados, colecionados e passados de mão em mão dentro das igrejas do início do cristianismo assegura que a Igreja Primitiva os considerava proféticos ou divinamente inspirados desde o começo. A divisão do Novo Testamento em seções e versículos é atribuída a Amônio de Alexandria, do século III, e a Eutálio de Alexandria, no século V d.C., que continuou o trabalho de Amônio.

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José Macedo

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