República Socialista Soviética Armênia

A Arménia foi anexada pela Rússia bolchevista e juntamente com Geórgia e Azerbaijão, foi incorporada à URSS como parte da República Federativa Socialista Soviética Transcaucasiana em 4 de março de 1922. Com essa anexação, o Tratado de Alexandropol foi suplantado pelo turco-soviético Tratado de Kars. No acordo, a Turquia permitiu à União Soviética assumir o controle da região de Adjara e da cidade portuária de Batumi, com o retorno da soberania de cidades como Kars, Ardahan e Iğdır, que pertenciam à Arménia Russa.

A RFSST existiu de 1922 até 1936, quando ela foi dividida em três repúblicas intituladas RSS da Arménia, RSS da Geórgia e RSS do Azerbaijão. Os arménios desfrutaram de um período de relativa estabilidade sob o jugo soviético. Eles recebiam medicamentos, comida, e outras provisões de Moscou, e o governo soviético provou ser um "bálsamo calmante" em contraste com os últimos anos do Império Turco-Otomano. A situação era difícil para a Igreja, estranguladas pelas normas anticlericais soviéticas. Após a morte de Lenin, Stalin tomou as rédeas do poder e recomeçou o período de terror para os arménios. Como várias outras etnias minoritárias que viviam na URSS durante o período do Grande Expurgo de Stalin, dezenas de milhares de arménios foram executados ou deportados.

O medo diminuiu quando Stalin morreu em 1953 e Nikita Khruschev assumiu o poder na URSS. Logo, a vida na Arménia Soviética sofreu uma rápida melhora. A Igreja que sofria com as perseguições de Stalin, foi restaurada quando o católico Vasken I assumiu as funções de seu cargo em 1955. Em 1967, um memorial para as vítimas do genocídio arménio foi construído nas colinas de Tsitsernakaberd acima do desfiladeiro de Hrazdan, em Erevã. Isto aconteceu depois de uma grande manifestação na capital onde se exigiu que fossem tomadas medidas para recordar as vítimas do genocídio no seu 50º aniversário.

Durante a era Gorbachev, nos anos 1980, com as reformas da glasnost e da perestroika, os arménios começaram a exigir melhores cuidados ambientais para o seu país, opondo-se à poluição que as fábricas soviéticas produziam. Tensões também se desenvolveram entre o Azerbaijão Soviético e o distrito autônomo de Nagorno Karabakh, maioritariamente habitado por arménios, separado da Arménia por Stalin em 1923. Os arménios residentes em Karabakh reivindicaram a unificação com a Arménia Soviética. Protestos pacíficos em Erevã apoiavam os arménios de Karabakh que se encontravam sob pogroms antiarménios na cidade azeri de Sumgait. Acrescendo os problemas da Arménia, um sismo devastador atingiu o país em 1988, com uma escala sismológica de 7,2

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This article was written by:

Clarissa Macedo

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