Saúde no Camboja

 O sistema de saúde pública no Camboja também é descentralizado. Em 2010, a expectativa de vida no país era de 63,41 anos, sendo 61,01 anos para os homens e 65,93 anos para as mulheres. Desde 1999, a esperança de vida sofreu notável crescimento, já que no respectivo ano esta era de 49,8 anos para os homens e 46,8 anos para as mulheres.

A malária é um problema de saúde pública generalizado no país. Os casos desta doença concentram-se, especialmente, nas regiões leste e norte, além de nas áreas e povoados rurais, tendo como única exceção a área de Phnom Penh e em torno do lago Tonle Sap. A incidência da malária varia de ano para ano e em cada período chuvoso, dependendo do número de pessoas em atividades florestais. Os medicamentos antimaláricos também são um dos problemas enfrentados pela administração da saúde pública cambojana, já que a maioria destes não é produzido no país. A situação da AIDS também melhorou nos últimos dez anos: a propagação de portadores do vírus HIV em 2007 foi de apenas 0,8% em relação à população adulta, sendo que em 1990 havia cerca de 2% da população em geral.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) colocou o Camboja como o terceiro país com mais causas de morte por mina terrestre no mundo, atribuindo a esta mais de 60 000 mortes de civis e milhares de mutilados ou feridos desde 1970 por causa das minas terrestres não detonadas deixadas para trás em áreas rurais. A maioria das vítimas são crianças que agrupam animais ou jogam nos campos. Pacientes que sobrevivem às causas das minas terrestres muitas vezes necessitam de amputação de um ou mais membros e têm de recorrer à mendicância para sobreviver. No entanto, o número de vítimas de minas terrestres diminuiu acentuadamente, passando de 800 em 2005, para menos de 400 em 2006 e 208 em 2007 (38 mortos e 170 feridos). Havia 271 minas terrestres e engenhos explosivos não detonados, registrados pelo Sistema de Informação do Camboja em 2008, 243 em 2009 e 286 em 2010. Este aumento é, em parte devido a dois grandes acidentes com minas antitanque em 2010 — na província de Palin, em maio, e na província de Battambang em novembro — que entre eles mataram ou feriram 30 pessoas. Houve 211 mortes no total, em 2011, e as estatísticas de janeiro a junho de 2012 numeraram 104 mortes. Cerca de 27% destas mortes ocorreram entre 2011 e 2012 em Battambang.

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This article was written by:

Clarissa Macedo

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