Ciclo uterino

Ciclo uterino

No 1º dia do ciclo uterino a parede do útero, denominada endométrio, que está espessa e muito vascularizada, começa a descamar, dando origem à menstruação, que dura em geral de 3 a 5 dias.

Depois, essa parede se recupera pela ação de hormônios, ocorrendo uma fase proliferativa e uma fase secretora. A hipófise aumenta a produção de FSH, que induz os folículos ovarianos a amadurecer os ovócitos. O folículo em desenvolvimento inicia a secreção de estrógeno, que passa a ter alta concentração no sangue.

Essa concentração de estrógeno começa a inibir a produção de FSH pela hipófise, ao mesmo tempo que estimula a secretar LH. A concentração de LH aumenta rapidamente, tornando-se o estímulo hormonal para a ovulação, que costuma ocorrer no 14º dia do ciclo.

Os altos níveis de estrógeno do 6º ao 14º dia do ciclo estimulam o crescimento do endométrio (fase proliferativa). O FSH tem um pico de produção e volta a cair até o início de um novo ciclo menstrual.

Após a ovulação, a alta concentração de LH estimula a formação do corpo lúteo ou corpo amarelo no folículo que eliminou o ovócito. Sob influência do LH, a corpo lúteo inicia a produção de outro hormônio: a progesterona. Este estimula as glândulas do endométrio a secretar seus produtos (fase secretora) e é importante também para manter o endométrio desenvolvido dentro do útero.

O aumento da concentração de progesterona inibe a produção de LH pela hipófise e, assim, a concentração de LH decresce. Por volta do 22º dia do ciclo, o corpo amarelo começa a regredir e os níveis de progesterona e de estrógeno sofrem redução.

No 28º dia os níveis de progesterona, estrógeno, LH e FSH estão baixos, sendo que o baixo nível de progesterona representa eliminação do estímulo que mantém o endométrio desenvolvido. Nessas condições, o endométrio fica na iminência de uma nova descamação (menstruação), reiniciando o ciclo.

Glândulas endócrinas

As glândulas endócrinas produzem hormônios que garantem o equilíbrio do nosso organismo.

1- Glândula pineal

A glândula pineal (do latim pínea = pinha, por causa da sua forma) está localizada próximo ao centro do cérebro dos mamíferos e produz um hormônio chamado melatonina. Juntos, a glândula e o hormônio fazem parte do chamado relógio biológico e regulam funções relacionadas com a duração dos dias e das noites.

A melatonina influencia o crescimento e o ciclo reprodutivo de diversos animais e, provavelmente, regula o sono no ser humano. Sua produção ocorre apenas à noite, na ausência de luz. Por isso, sua concentração aumenta de noite e cai durante o dia.

2- Hipófise

Também chamada de pituitária, a hipófise fica na base do cérebro, acima do “céu da boca”, e é dividida em adenoipófise e neuroipófise. A secreção dos hormônios da adenoipófise é estimulada e inibida, respectivamente, pelos hormônios de liberação e de inibição, produzidos pelo hipotálamo.

Os hormônios da adenoipófise são tróficos ou trópicos, o que significa que controlam outras glândulas endócrinas: hormônio tireóideo trópico (TSH), hormônio adrenocorticotrópico (ACTH), hormônios gonadotrópicos (FSH) e o hormônio luteinizante (LH).

Além desses, ela produz hormônios que não agem em glândulas endócrinas: prolactina, que estimula a produção de leite nas glândulas mamárias durante a gravideze a amamentação; hormônio do crescimento (GH), que estimula o crescimento de quase todos os tecidos, ossos e cartilagem.

Já a neuroipófise é, na realidade, uma expansão do hipotálamo. Os hormônios que ela secreta – ocitocina e hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina, são fabricados por neurônios dessa região do encéfalo.

A ocitocina estimula a contração da musculatura do útero no momento do parto, ajudando o bebê a nascer, e provoca a liberação do leite na amamentação, quando o bebê suga a mama.

A ADH controla a eliminação de água pelos rins, além disso, quando em alta concentração, o ADH provoca a contração das arteríolas, aumentando a pressão arterial (daí o nome vasopressina).

Quando há deficiência de ADH, forma-se grande quantidade de urina muito diluída (até 20 ou 30 litros por dia), caracterizando a doença conhecida como diabetes insípida.

3- Pâncreas

O pâncreas produz os hormônios insulina e glucagon. A insulina facilita a entrada de glicose que está no sangue nas várias células do corpo, como as do músculo do fígado e as do tecido adiposo.

No interior das células, a energia da glicose pode ser liberada pela respiração celular. A ação desse hormônio diminui o nível de glicose no sangue, que tende a aumentar depois de uma refeição rica em carboidratos.

O glucagon provoca efeito oposto ao da insulina: aumenta o nível de glicose no sangue pela transformação do glicogênio do fígado. A ação combinada desses dois hormônios permite um controle mais eficiente do funcionamento do organismo; ela mantém a taxa de glicose no sangue (glicemia) em níveis normais.

4- Glândulas suprarrenais

Também chamadas de adrenais, se localizam sobre os rins e possuem duas regiões distintas: o córtex e a medula.

No córtex são produzidos os corticosteroides – mineralocorticoides e glicocorticoides. O principal mineralocorticoide é a aldosterona, que aumenta a reabsorção de íons sódio (com consequente retenção de água) e provoca a secreção de íons potássio e hidrogênio pelas células do túbulo renal.

O glicocorticoide mais importante é o cortisol, que faz o fígado lançar glicose no sangue e promove a conversão de aminoácidos e lipídios em glicose pelo fígado.

Na medula suprarrenais são produzidas a adrenalina ou epinefrina e a noradrenalina. Eles regulam a pressão arterial, no entanto, em sua situação de perigo, a medula é estimulada pelo sistema nervoso simpático e libera grande quantidade desses hormônios, principalmente adrenalina.

5- Timo

O timo atua na síntese de anticorpos e produz também hormônios, como a timosina, que promove a multiplicação e o desenvolvimento dos linfócitos T.

6- Gônadas

Além de produzirem gametas, o testículo e o ovário lançam hormônios no sangue. Os testículos produzem hormônios andrógenos, como a testosterona. Os ovários produzem hormônios estrógenos e progesterona.

Lidando com o estresse

Estresse é o estado de tensão e o conjunto de reações de uma pessoa em resposta a uma situação que ameace o seu bem-estar. São reações provocadas pelos hormônios da suprarrenal e pelo sistema nervoso.

Essas reações preparam a pessoa para enfrentar o perigo e é normal experimentar um pouco de estresse no dia a dia. Mas, se a situação que provoca o problema persiste por muito tempo ou se repete constantemente, a pessoa pode se sentir mal, tensa, nervosa e até apresentar problemas físicos.

Sempre que sentirmos nossa saúde ameaçada devemos procurar um médico.


Fonte : Estudo pratico.com


Ciclo uterino
Essa concentração de estrógeno começa a inibir a produção de FSH pela hipófise, ao mesmo tempo que estimula a secretar LH
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Carla Fernanda Bernardes

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