Convivência com animais de estimação: um estudo fenomenológico

Este artigo apresenta uma pesquisa sobre a influência da convivência com animais de estimação na vida das pessoas a partir da percepção dos tutores. Os voluntários para a realização da pesquisa foram seis estudantes universitários, tutores de no mínimo um animal de estimação. Através da aplicação de entrevistas semiestruturadas, foi possível coletar o perfil dos participantes, as percepções que eles possuem sobre a influência dos animais de estimação na vida das pessoas, os benefícios, os aspectos negativos e os sentimentos envolvidos nessa relação. A média de idade dos participantes da pesquisa foi de 22 anos, sendo dois participantes do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Analisando os resultados obtidos através do método fenomenológico, observou-se que todos os entrevistados trouxeram elementos positivos na relação com seus animais, enquanto os aspectos negativos foram associados com cuidados de higiene, doenças e morte do animal.

Convivência com animais de estimação: um estudo fenomenológico

A relação dos animais com o homem tem início já na pré-história, quando os animais eram utilizados como forma de proteger o território em que o homem vivia, dando auxílio a caças e transporte de cargas e humanos (Caetano, 2010). O homem sempre dependeu de interações com outras espécies para a sua sobrevivência, sendo que esta relação a priori era de predação, passando mais tarde para a domesticação (Hart, 1985). Conforme essa interação foi se desenvolvendo, surgiram ideias a respeito da utilização de animais como recurso terapêutico. No Brasil, em meados da década de 1950, a Doutora Nise da Silveira utilizou animais para tratamento de pessoas em um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro. Por volta de 1960, o Dr. Boris Levinson utilizou animais para tratamento com crianças (Vivaldini, 2011). Nos últimos anos, vários profissionais das áreas da saúde estão utilizando animais como recurso de tratamentos físicos e psíquicos (Lima & Souza, 2004). Segundo Costa (2006), os animais de estimação proporcionam melhoria da qualidade de vida para as pessoas, no sentido de que eles trazem estados de felicidade, diminuem sentimentos de solidão e auxiliam na melhora de condições físicas e psíquicas. No Brasil, utiliza-se a equoterapia, que é o uso de cavalos como recurso terapêutico (Copetti, Mota, Graup, Menezes & Venturi, 2007), a Terapia Assistida por Animais e a Atividade Assistida por Animais (Dotti, 2005).

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Edvaldo Jesus

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