Diversidade biológica
Biodiversidade, ou diversidade biológica, pode ser definida como a variabilidade entre os seres vivos de todas as origens, a terrestre, a marinha e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais fazem parte. Essa variabilidade aparece apenas como resultado da natureza em si, sem sofrer intervenção humana, e pode variar de acordo com as diferentes regiões ecológicas.
Refere-se, portanto, à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos microscópicos e de micro-organismos.
O termo "conservação" refere-se à manutenção dos recursos que constituem a terra, bem como os seres vivos que a compõem, dentre eles, o homem. A conservação se difere da preservação, que exclui o fator humano para que seja possível a manutenção, considerando que o homem, principal responsável pela degradação do meio ambiente, é parte dele.
Em ecologia, a conservação se refere aos estudos direcionados à conservação de fauna e flora de um ambiente, podendo ser a respeito de diversos grupos ou direcionado a espécies individuais, envolvendo seu nicho e habitat. Ela se baseia em alguns pressupostos, incluindo que a diversidade biológica e a evolução são positivas, e que a diversidade biológica tem valor por si só.
A diversidade biológica, mesmo sem ação antrópica, não se mantém inalterada ao longo do tempo; ela muda e se adapta de acordo com as variações do ambiente que a compõe. No entanto, as ações antrópicas podem agravar problemas ambientais, como a alteração e perda de habitats, exploração predatória de recursos, introdução de espécies exóticas, aumento de patógenos e tóxicos ambientais e mudanças climáticas.
Essa área de estudo tem como principais objetivos entender os efeitos dessas ações antrópicas no ecossistema e apresentar um papel importante na reintrodução de espécies ameaçadas. Um ambiente ecologicamente conservado proporciona uma diversidade de recursos muito maior para ser consumida, assim, a busca de um ecossistema equilibrado é vantajosa para todos os seres que dele usufruem.
A biodiversidade refere-se tanto ao número de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitatividade) dessas categorias. Inclui variabilidade ao nível local, complementaridade biológica entre habitats e variabilidade entre paisagens. Ela abrange a totalidade dos recursos vivos e dos recursos genéticos.
A biologia de conservação busca integrar políticas de conservação com teorias de diversos campos científicos, como ecologia, demografia, biologia populacional, genética e taxonomia, além de ciências como economia, geografia e sociologia. Esta união visa estabelecer métodos efetivos para solucionar problemas da biologia da conservação.
O termo "biodiversidade" foi criado por Thomas Lovejoy, mas não há uma definição consensual. Uma definição é: "medida da diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas". Outra definição, mais desafiadora, é "totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma região", unificando os três níveis tradicionais de diversidade: diversidade genética, diversidade de espécies e diversidade de ecossistemas.
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