Tubarão-branco
Carcharodon carcharias Lineu, 1758, conhecido pelo nome comum de tubarão-branco, é uma espécie de tubarão lamniforme e o peixe predador de maiores dimensões existente na atualidade. Um tubarão-branco pode atingir até 7 metros de comprimento e pesar até 2,5 toneladas. Esta espécie vive no meio do oceano e principalmente nas águas costeiras de todos os oceanos, desde que haja populações adequadas de suas presas, em particular pinípedes. Esta espécie é a única que sobrevive, na atualidade, do gênero Carcharodon.
Nomes Comuns
A espécie Carcharodon carcharias recebe inúmeros nomes ao longo de sua área de distribuição. Em espanhol, as denominações mais comuns são tiburón blanco (tubarão-branco) e gran tiburón blanco (grande tubarão-branco) (esta última influenciada pelo nome oficial em inglês, great white shark).
Na Espanha, a denominação tradicional de origem medieval identifica-o como jaquetón (aumentativo de jaque, xeque em português), nome que, acompanhado de distintos adjetivos, se aplica também a muitas outras espécies da família Carcharhinidae. Existe também o nome jaquetón blanco (jaquetón-branco), derivado da fusão entre o nome anterior e o tiburón blanco (tubarão-branco), mais popular na atualidade. O nome marrajo, como é chamado às vezes em países de língua espanhola, pode levar a confusões com outras espécies de tubarão.
No Uruguai, é dado também o nome de "africano" a esta espécie. Em outros países, existem denominações mais truculentas como "devorador de homens", em Cuba. Neste último país, também é conhecido como jaquetón de ley (jaquetón de lei), nome que, na Espanha, é reservado para a espécie Carcharhinus longimanus.
Descrição
Características Gerais
Os tubarões brancos caracterizam-se pelo seu corpo fusiforme e peso, em contraste com as formas espalmadas de outros tubarões. O focinho é cônico, curto e largo. A boca, muito grande e arredondada, tem forma de arco ou parábola. Permanece sempre entreaberta, deixando ver, pelo menos, uma fileira de dentes da mandíbula superior e uma da inferior, enquanto a água penetra nela e sai continuamente pelas brânquias. Se este fluxo parasse, o tubarão se afogaria, pois os opérculos servem para regular a passagem correta de água. Sem a bexiga natatória, é condenado a estar em contínuo movimento para evitar se afundar.
Durante o ataque, as mandíbulas se abrem ao ponto de a cabeça ficar deformada e fecham-se imediatamente a seguir, com força cinco vezes a mordida humana.
Os dentes são grandes, serrados, de forma triangular e muito largos. Ao contrário de outros tubarões, não possuem qualquer espaçamento entre os dentes, nem falta de dente algum, tendo toda a mandíbula repleta de dentes alinhados e igualmente capazes de morder, cortar e rasgar. Atrás das fileiras de dentes principais, este tipo de tubarão tem duas ou três fileiras em contínuo crescimento, que suprem a frequente queda de dentes com outros novos, substituindo-se ao longo dos anos. A base do dente carece de raiz e encontra-se bifurcada, dando-lhe uma aparência inconfundível, em forma de ponta de flecha.
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